quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Mundial de Motovelocidade MotoGP - Termas de Rio Hondo - Argentina - 31/03/2019

Prezados amantes das viagens em duas rodas,

faltando pouco mais de um mês para a corrida de MotoGP na Argentina, única etapa do mundial de moto-velocidade a ser realizada na América do Sul no próximo dia 31 de março, escrevo este post para dar dicas e informações sobre esse evento fantástico.


Além de aproveitar uma viagem internacional de moto e fazer novas amizades, chegando lá você ainda curte esse evento incrível
.


Quando pensamos em uma viagem, acho que o principal fator de avaliação são os custos.


Então, vou focar nos custos, falando um pouco sobre o ingresso para o evento, hospedagem, alimentação e combustível.

Você tem a opção de adquirir um pacote de viagem fechado, incluindo ingresso, hospedagem, passagens aéreas ou rodoviárias, traslados e etc. Pacotes para esta viagem você vai achar fácil com uma simples consulta na internet, mas o objetivo aqui é passar informações pra quem vai fazer a viagem por conta própria, de moto ou carro.

Como resido em Foz do Iguaçu - PR, divisa com a Argentina e Paraguai, meu deslocamento para o MotoGP fica bastante facilitado, ao contrário de outros amigos que vêm de mais longe. No entanto, se você usar Foz do Iguaçu como sua rota de passagem, o caminho que tracei no Google Maps abaixo pode te ajudar. De Foz do Iguaçu até Termas são cerca de 1330 kms. Costumo dividir a viagem em dois trechos, conforme abaixo mostrado.

(Clique nas fotos abaixo para vê-las em tamanho maior).
Trecho 1 - De Foz do Iguaçu para Resistência - 643 kms (clique na foto para vê-la maior).
Trecho 2 - De Resistência para Termas de Rio Hondo - 682 kms.
1- Ingresso.

A melhor e mais barata opção para compra do ingresso é na empresa credenciada oficialmente para a venda, ou seja, a Ticketek, que você acessa pelo endereço:
www.ticketek.com.ar
Este é um site que vende ingressos para shows e eventos em geral. Então, ao acessar o site acima, procure pelo evento da corrida de MotoGP.
O ingresso também pode ser adquirido no site oficial da MotoGP, que é o "www.motogp.com", com preço de 165 euros para a tribuna do piloto Marc Marquez, ou cerca de 700 reais (a tribuna Valentino Rossi já estava esgotada no momento dessa consulta).

São vários tipos de ingressos e preços, porém, vou focar nas tribunas porque acho que a relação custo-benefício deste ingresso é bastante razoável (você tem visão da reta principal, largada, chegada e assiste em local coberto), além de já o ter comprado em 2016 e 2017 quando estive lá.
Pelo site Ticketek, hoje (26/02/2019), encontrei ingresso para a tribuna do piloto Marc Marquez a $7100 (7100 pesos argentinos). Para a tribuna mais concorrida, a do piloto Valentino Rossi, já estava esgotada, porém ainda havia para as tribunas premium 1 e 2, um pouco mais distantes, pelo mesmo preço. Para brasileiros, a compra deve ser feita por cartão de crédito habilitado para uso no exterior e em uma só parcela. As opções de parcelamento em até 6 parcelas são só para nacionais argentinos e para quem tem o cartão VISA. Para estrangeiros, não há parcelamento. Há também o "custo de envio" de $200 pesos, com retirada do ingresso no local, totalizando então 7300 pesos. Pela cotação atual nas casas de câmbio em Foz do Iguaçu - PR, onde resido, fronteira com Argentina e Paraguai, o peso está cotada a R$0,11 centavos, ou seja, 1 peso vale 0,11 de real.

Mas há outros tipos de ingressos mais baratos, como as curvas fim de reta e etc, pelo preço de 4600 pesos ou no campo aberto por 2500 pesos.

Assim, o custo do ingresso tribuna vai sair cerca de R$ 850 reais em seu cartão de crédito, já incluindo os 6,38% a mais do imposto IOF.

2- Hospedagem.

A hospedagem é um pouco complicada porque a pequena cidade de Termas de Rio Hondo, de pouco menos de 30 mil habitantes, deve ganhar mais uns 10 mil visitantes no final de semana desse evento.

Em função desse evento único na América do Sul, a cidade aproveita a grande procura para inflacionar os preços.

Assim, os hotéis, pousadas e campings da cidade estão, em sua maioria, reunidos no site da cidade,  o www.termasderiohondo.com
As formas de contato são por telefone ou por e-mail. Mas fazer uma ligação internacional pode ser complicado em função da língua (espanhol) e pode ficar cara.
Procure os telefones com opção de contato por aplicativo de mensagens (Whatszap ou Telegram), o que facilita muito a comunicação. Qualquer dificuldade com a língua espanhola, use o GoogleTradutor e copie e cole o texto traduzido.

Outra opção de reserva de hospedagem é o "Airbnb" no site www.airbnb.com.br. As opções não são muitas para a cidade de Termas de Rio Hondo, mas vale a pena a pesquisa.

Vou relatar aqui a minha experiência desse ano. Fechei a reserva pelo Whatszap com o Hotel Paraiso Termal, com o Sr. Osorio, pelo número +54 9 385 844-3895. Todos os hotéis e pousadas cobram as diárias por pessoa e não por quarto. Assim, para ficar mais barato, fechamos um quarto quádruplo, para 4 diárias com 4 camas de solteiro (infelizmente tivemos que deixar as respectivas esposas ou namoradas em casa) por 280 dólares por pessoa (70 dólares por dia para cada pessoa), totalizando 1120 dólares o quarto pelos 4 dias (check-in dia 28/03 e check-out dia 01/04). O quarto tem ar-condicionado, internet wi-fi com café da manhã incluso. Mas não se iluda porque o café da manhã dos argentinos é muito inferior ao dos hotéis brasileiros.

À medida que o evento se aproxima, é natural que aumentem os preços em função da escassez de opções.

Assim, o custo dessa hospedagem de 280 dólares por pessoa, fica aproximadamente R$ 1078 reais (câmbio do dólar paralelo de hoje de R$3,85).

3- Alimentação.

Não só nesse item alimentação, mas em todos os quesitos, o custo total de uma viagem depende muito da sua disponibilidade de dinheiro e também da sua disposição em ter mais ou menos conforto na hospedagem, no local dentro do autódromo para ver a corrida e etc.

Eu estimo gastar pelo menos 120 reais por pessoa por dia com alimentação, incluindo almoço e janta com alguma bebida inclusa.

Como minha viagem terá a duração de 6 dias, terei um custo aproximado de R$ 720 com alimentação.

4- Combustível.

Esse gasto vai depender da quilometragem total que você vai rodar até o evento, ida e volta. No meu caso, de Foz do Iguaçu - PR a Termas de Rio Hondo, são 2660 km ida e volta, mais uns 100 km rodando pela cidade, arredondo para 2800.

Se minha moto (ou carro) faz uma média de 15 km por litro de combustível, vou gastar 187 litros de gasolina. Para ser mais conservador no cálculo, vou considerar como se todo combustível utilizado fosse o da Argentina, que atualmente está mais caro que o Brasil.

Posto YPF em Puerto Iguazu - ARG - 09/03/2019
Há três tipos de gasolina na Argentina, que lá se chama "nafta", mas você pode abastecer com a mais barata, a do tipo "Súper", que tem algo em torno de 87 octanas, muito parecida com a nossa gasolina comum nesse aspecto, mas que não tem o álcool na composição e pode render mais quilômetros no seu veículo. Os preços da nafta tipo súper estão por volta de 43 pesos o litro (veja foto ao lado). Se você comprou o peso argentino a R$ 0,11 de real, então, o litro dessa gasolina vai a R$ 4,73, o que totaliza R$ 884,51 reais, naquele meu cálculo de 187 litros.

Desta forma, o meu gasto total com combustível será de R$ 884,51 nesta viagem.




Resumo :

1- Ingresso tribuna = R$ 850
2- Hospedagem Hotel = R$ 1078
3- Alimentação = R$ 720
4- Combustível = R$ 884

Total de R$ 3.532,00

Concordo que é um custo alto. E sem considerar algum presente ou lembrancinha para a esposa ou namorada. Não considerei igualmente uma eventual hospedagem no trajeto até o evento, na ida e na volta. Também não incluí eventual gasto com a manutenção ou reparo em seu veículo (carro ou moto).

Documentação Necessária.

Item importante também é a documentação para uma viagem internacional :

Documentos pessoais: 
Cédula de identidade (RG) em bom estado de conservação e preferencialmente com menos de 10 anos de emissão. Melhor levar o passaporte, no lugar da identidade, se você tiver (dentro da validade lógico). Melhor ainda se levar os dois, guardando o passaporte no hotel e portando o RG.
Carteira de habilitação do condutor do veículo válida (CNH). Fora do país a sua CNH não é válida como documento de identificação pessoal e não substitui o RG ou passaporte.

Documentos do veículo (carro ou moto):
CRLV do veículo em nome do condutor/proprietário. Se não estiver em nome do condutor ou de um dos viajantes, é necessária a autorização do proprietário com firma reconhecida em cartório para conduzir o veículo, indicando os países e o período de validade da autorização, além da caracterização completa do veículo, dados do(s) condutor(es) autorizado(s) e etc..

Seguro carta-verde para o veículo pelo período da viagem (fora do Brasil). Este seguro não cobre o seu veículo, mas apenas os prejuízos que o seu veículo causar a terceiros na Argentina, Paraguai e Uruguai. Para uma viagem ao Chile, você precisa contratar o SOAPEX, e para o Peru e Colômbia, contrate o SOAT. Com uma simples pesquisa no Google, você terá maiores informações sobre esses seguros contra terceiros obrigatórios em outros países do Mercosul.
Se você tem seguro do seu veículo com o carta-verde incluído, não esqueça de levá-lo na viagem (normalmente é só uma folha de papel A4 na cor verde). Se não está incluído, você pode contratar on-line nas maiores seguradoras ou na fronteira. Aqui em Foz do Iguaçu é fácil e relativamente barato contratá-lo. De 1 a 7 dias por exemplo, você paga cerca de R$ 90. Até casas de câmbio fazem esse seguro, mas sai bem mais caro. E cuidado que, em muitos casos, a seguradora só envia o seu seguro por e-mail depois de confirmado o pagamento, que pode ser no boleto bancário ou transferência bancária. Acessar seu e-mail e imprimir o seguro pode ser complicado. Se você chegar na fronteira num fim de semana ou feriado, pode ter dificuldades de pagar o boleto ou fazer a transferência bancária e isso vai atrasar sua viagem. Programe-se para evitar esse transtorno.

Dinheiro para levar na viagem:

Leve pesos argentinos para pagar as despesas em geral (combustível, alimentação e etc). Alguns postos de combustível aceitam cartão de crédito, mas aconselho a usar esta via de pagamento em último caso, além de você ter de pagar o imposto IOF na sua fatura (+6,38%). A maioria dos locais na Argentina não aceita dólar para pagar as despesas. Você pode trocar o dólar nas casas de câmbio de lá, mas não acho vantajoso.

Normalmente, a cotação do peso argentino é muito boa nas casas de câmbio em Foz do Iguaçu. Então, você pode deixar para fazer o câmbio aqui. Anteontem (26/02/2019), consultei a casa de câmbio Scappini e o peso estava cotado a R$ 0,11 centavos. Ou seja, 1 peso argentino vale 0,11 centavos de Real. Por exemplo, se você comprar mil pesos argentinos, vai pagar R$ 110,00 reais. Nos finais de semana e feriados, as casas de câmbio estão fechadas, mas nos maiores supermercados da cidade (SuperMuffato e Ítalo), você pode fazer a troca até as 20 hs aos domingos e até 22 hs nos demais dias.

Temos um grupo no Whatszap para trocar ideias, dicas, formações de comboio pra viagem, bem como sugestões de rota para o evento e etc. Se quiser ser adicionado no grupo, você pode acessar o link abaixo via Facebook ou informe seu nome, sua cidade de origem e o telefone com DDD para o meu e-mail vstromer.miti@gmail.com ou em meu telefone/Zap (45) 99912-1044.

Link :
https://chat.whatsapp.com/invite/LWtQQC9QSPf9gO6lQFOfG0

Acesse abaixo as viagens de 2016 e 2017 que fiz para Termas de Rio Hondo, onde você terá mais dicas e informações, além das fotos da cidade e do evento.

Para acessar a viagem que fiz para o MotoGP em 2016 clique aqui.

Para acessar a viagem que fiz para o MotoGP em 2017 clique aqui.

Seus comentários, críticas e sugestões serão bem-vindos.

Boas estradas e forte abraço a todos.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

A escritora Martha Medeiros

Tudo bem caros leitores que esta postagem não é sobre viagens de motocicleta, mas uma boa leitura também é uma das minhas paixões, assim como as viagens de moto.

Então, se você aprecia uma boa leitura e ainda não conhece Martha Medeiros, não deixe de conferir este artigo.

Assim como fiz com Rubem Alves, um dos meus escritores favoritos, a quem já prestei minha singela homenagem aqui no blog, quero fazer o mesmo com a escritora gaúcha Martha Medeiros.

Martha Medeiros (MM) é uma daquelas brasileiras de quem a gente pode se orgulhar, por suas inúmeras obras, passando pelo romance, relatos de viagem, poesia e as incríveis crônicas, tendo inclusive já sido traduzida no exterior.

Um pouco diferente do escritor Rubem Alves, que por vezes exibe uma linguagem um tanto rebuscada, Martha se mostra objetiva, pessoal, transparente e, na minha opinião, sem usar linguagem complexa e/ou com múltiplos significados, o que poderia, por vezes, desestimular a leitura.

Ainda não conheço sua poesia, mas suas crônicas são incríveis, maravilhosas, divinas, pois provocam em mim emoção, risos, surpresa e etc. Relatam e analisam situações do nosso cotidiano, nossas alegrias, desejos, medos, angústias e etc.

Martha também não foge de temas polêmicos, como o aborto, a busca da felicidade, o casamento/divórcio e etc, e expõe uma opinião firme, madura, que mostra uma personalidade forte e íntegra.

Sobre o aborto, ela escreve que é hora de debater o assunto sem tanto sentimentalismo e vai direto às questões recorrentes que fazem a ela :

"Como tens coragem de defender o assassinato de uma criança ?
MM: Não é uma criança e não é assassinato: trata-se de interromper a formação de um embrião, bem no início da gestação, a fim de respeitar os motivos de quem chegou antes, a gestante. Quem usa palavras apelativas ajuda a manter o país entre os mais atrasados do mundo.

Quem é contra a legalização do aborto está protegendo os direitos humanos.
MM: Não está. A criminalização serve apenas para punir as mulheres. Nenhuma delas levará adiante uma gestação indesejada só porquê o governo, que não a conhece, quer que ela tenha um filho. Ela abortará de qualquer jeito, como provam as estatísticas. Se tiver dinheiro, o fará em boas condições. Se for pobre, poderá adoecer, ficar infértil ou mesmo vir a óbito.

Quem engravida de forma involuntária é ignorante ou irresponsável, precisa do controle do Estado.
MM: Gravidez é fruto do desejo e do sexo. Duas coisas que não primam pela racionalidade. Mulheres inteligentes e bem informadas também ficam grávidas sem querer. O paternalismo não procede.

O que você acharia se sua mãe tivesse abortado você ?
MM: O mundo não perderia nada. Ninguém dá falta do que nunca existiu.

E prossegue dizendo, quando se refere à bancada parlamentar que nos governa:
"...Senhores deputados, concentrem-se nos milhões que já nasceram e que precisam de políticas de inclusão. Não desperdicem energia com o que não vai mudar: mulheres abortarão sempre que julgarem necessário. Nem lei, nem opinião pública, nem religião, nada fará com que uma mulher ceda a estranhos o direito que ela tem sobre o próprio corpo e o próprio destino. Abortar é uma violência, nenhuma mulher deseja isso, mas cabe só a ela e a seu parceiro decidirem.

(Crônica "Entrevista sobre o aborto", pág. 78 do livro "Quem diria que viver ia dar nisso".)


Sobre a busca da felicidade, na crônica "Feliz por nada" (pág. 141 do livro "Feliz por nada"), MM diz que quando estamos felizes, há sempre um motivo, mas que muito melhor é ser feliz por nada e que, talvez, isso passe pela total despreocupação com essa busca incessante que nos inferniza. "Faça isso, faça aquilo". A troco? Quem garante que todos chegam lá pelo mesmo caminho ?

E MM prossegue :
"Particularmente, gosto de quem tem compromisso com a alegria, que procura relativizar as chatices diárias e se concentrar no que importa pra valer, e assim alivia o seu cotidiano e não atormenta o dos outros. Mas não estando alegre, é possível ser feliz também. Não estando 'realizado', também. Estando triste, felicíssimo igual. Porquê felicidade é calma. Consciência. É ter talento para aturar o inevitável, é tirar algum proveito do imprevisto, é ficar debochadamente assombrado consigo próprio: como é que eu me meti nessa, como é que foi acontecer comigo? Pois é, são os efeitos colaterais de se estar vivo."

"Benditos os que conseguem se deixar em paz. Os que não se cobram por não terem cumprido suas resoluções, que não se culpam por terem falhado, não se torturam por terem sido contraditórios, não se punem por não terem sido perfeitos. Apenas fazem o melhor que podem."

"Se é para ser mestre em alguma coisa, então que sejamos mestres em nos libertar da patrulha do pensamento. De querer se adequar à sociedade e ao mesmo tempo ser livre. Adequação e liberdade simultaneamente ? É uma senhora ambição. Demanda a energia de uma usina. Para que se consumir tanto?"

"A vida não é um questionário de Proust. Você não precisa ter que responder ao mundo quais são suas qualidades, sua cor preferida, seu prato favorito, que bicho seria. Que mania de se autoconhecer. Chega de se autoconhecer. Você é o que é, um imperfeito bem-intencionado e que muda de opinião sem a menor culpa. Ser feliz por nada talvez seja isso."

Martha Medeiros entrevistada por Marília Gabriela.
Sobre o casamento e o divórcio, MM diz que o casamento já não é a ambição nº 1 de muitos adolescentes, e um pouco disso se deve à descrença de que o matrimônio seja uma via para a felicidade. Se fosse, porquê tanta gente se separaria ?

E Martha prossegue:
"O casamento tem sofrido uma propaganda negativa de tamanho grau que é preciso uma reação da sociedade: está na hora de passarmos a ideia, para nossos filhos, de que uma relação não traz apenas privações, tédio e brigas, mas traz também muita realização, estabilidade, parceria, intimidade, gratificações. Casar é muito bom. Como fazê-los acreditar nisso, se as estatísticas apontam um crescimento incessante no número de divórcios?"

"A saída talvez seja educarmos os filhos desde cedo para que a ideia de separação seja acatada como algo que faz parte do casamento. Ou seja, quando os pirralhinhos perguntarem: "Mamãe, você ficará casada com o papai pra sempre?, a resposta pode ser: "Enquanto a gente se amar, continuaremos juntos - senão, vamos virar amigos, o que também é muito bom"".

"Isso pode parecer chocante para quem jurou na frente do padre que iria ficar casado até o fim dos dias, mas há que se rever certas fórmulas, a começar por esse juramento que mais parece uma punição do que um ideal romântico. Está na hora de um pouco de realismo: hoje vivemos bem mais que antigamente, com mais informação e mais oportunidades. Deve ser bastante confortável e satisfatório ficar casado com a mesma pessoa por quarenta ou cinquenta anos, é um bonito projeto de vida, mas se a relação durar apenas dez ou quinze, é bom que a gurizada saiba: não é um fiasco. É normal."

"...Para evitar essa fuga em massa do casamento, a saída é, como sempre, a honestidade. Seguir educando para o "eterno" é uma incongruência. Ninguém fica no mesmo emprego para sempre, ninguém mora na mesma rua para sempre, ninguém pode prometer uma estabilidade vitalícia em relação a nada, e se a maioria das mudanças é considerada uma evolução, um aperfeiçoamento, por que o casamento não pode ser visto dessa mesma forma descomplicada e sem stress?

"A frustração sempre é gerada por expectativas que não se realizam. Se nossos filhos ainda são criados com a ideia de que pai e mãe viverão juntos para sempre, uma separação sempre será mais traumática e eles também temerão "fracassar" quando chegar a vez deles. Se, ao contrário, souberem desde cedo que adultos podem (não é obrigatório) viver duas ou três relações estáveis durante uma vida, essa nova ética dos relacionamentos será absorvida de forma mais tranquila e eles seguirão entusiasmados pelo amor, que é o que precisa ser mantido, em benefício da saúde emocional de todos nós."

(Da crônica "Educação para o divórcio", pág. 22 do livro "Feliz por nada").

Observe que as posições de Martha Medeiros sobre os temas que ilustrei acima são progressistas, e que estão à frente do nosso tempo.

Divã, de 2002, talvez o romance mais famoso de Martha Medeiros e que deu origem a uma peça, um filme e série de TV, todos estrelados pela atriz Lília Cabral, no papel de Mercedes.

Divã é, na minha opinião, um dos melhores filmes nacionais que já assisti. E Lília Cabral, numa atuação estupenda.

Não posso deixar de mencionar mais essa crônica:
 "O poder terapêutico da estrada". Que, afinal, tem algo a ver com o assunto principal do blog, que é a estrada e são as viagens......rsrsrs.

Vamos ver alguns trechos da crônica:
""Viajar é um ato de desaparecimento", escreveu certa vez o americano Paul Theroux, um dos escritores mais bem sucedidos na arte de narrar suas andanças pelo mundo. É uma frase ambígua, pois parece verdadeira apenas do ponto de vista de quem fica. O viajante realmente desaparece para nós...... Já para aquele que parte, viajar não é um ato de desaparecimento. Ao contrário, é quando ele finalmente aparece para si mesmo."

"Somos seres enraizados. Moramos a vida inteira na mesma cidade, mantendo um endereço fixo. Nossa movimentação é restrita: da casa para o trabalho, do trabalho para o bar, do bar para a casa, com pequenas variações de itinerário. Essa rotina vai se firmando gradualmente e um belo dia nos damos conta de que estamos vendo sempre as mesmas pessoas e conversando sobre os mesmos assuntos. Não há grande aventura ou descoberta no nosso deslocamento sistemático dentro desse microcosmo. Isso sim, soa como um desaparecimento. Onde foram parar as outras partes de nós que compõem o todo?"

"Viajar é sair em busca dos nossos pedaços para integralizar o que costuma ficar incompleto no dia a dia."
"...Há em nós uma persona oculta que só se revela quando a gente se põe em movimento".

E, no trecho final, Martha completa:
" Que seus pais não me ouçam, mas se você está entre iniciar uma terapia ou se largar no mundo, comece experimentando a segunda opção. Ambas levam para o mesmo lugar, mas num consultório não tem vento no rosto nem céu estrelado. Se não funcionar, aí sim, divã."

Tantas outras crônicas eu gostaria de colocar aqui, mas a postagem vai ficar muito extensa (aliás, já está). Sugiro então, que, se você gosta de uma boa leitura, não deixe de ler a Martha Medeiros.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Nova aquisição: Suzuki GSX- R 1000 MotoGP

Galera, vocês não tem ideia da minha alegria !!!!!! Comprei minha primeira moto esportiva, ou "speed", como alguns chamam. É uma Suzuki GSX-R 1000, ou SRAD 1000, como é conhecida no Brasil.

Fiz um esforço financeiro considerável, considerando que não vendi a minha Yamaha Super Tenere 1200. Mas o que se consegue hoje sem esforço ?

O ronco dos motores de 4 cilindros é contagiante. E a vontade de adquirir uma esportiva de 4 cilindros veio depois de pilotar a SRAD 1000 preta do colega Edrian quando fomos assistir à corrida de MotoGP na Argentina em 2016. Rodei uns 120 km com ela na estrada e foi o suficiente para eu ficar viciado nesta máquina. E como já sou "Suzukeiro" de carteirinha, desde que adquiri a Suzuki VStrom 650, optei por uma Suzuki 1000, ao invés de uma Honda CBR 1000, ou a Kawasaki ZX-10R ou ainda a Yamaha R1.

Montar e acelerar uma máquina dessas, de 1000 cilindradas, com apenas 200 kg e 185 cavalos de força, que chega a 300 km/h, é alguma coisa indescritível. É preciso controlar as emoções para não fazer bobagem, pois a vontade de acelerar é cada vez maior. Para vocês terem uma ideia da relação peso/potência, a minha Super Tenere, de 1200 cilindradas pesa 270 kg, tem só 114 cavalos de força e alcança um máximo de 235 km/h. A SRAD tem quase 1 cavalo por kilo de peso, enquanto a Super Tenere tem só 0,42 cavalos por kilo.

Sempre que assistia às corridas de moto velocidade da MotoGP e via aquele azul da escuderia Suzuki ficava "babando" na moto, imaginando se um dia poderia sentir a emoção de pilotar uma esportiva parecida com aquela. Em sendo assim, eu não queria a cor preta, como a do Edrian, ou outra cor qualquer, mas aquele azul igual ao modelo que a Suzuki usa nas corridas de MotoGP.

E foi assim que, olhando os classificados de moto, encontrei o anúncio desta máquina, que é uma Suzuki GSX-R 1000 com ABS modelo MotoGP, ano 2015/2016. Está com pouco mais de 6 mil kms e tem muitos equipamentos e acessórios instalados. Para checar a procedência da moto, perguntei ao vendedor Cristiano sobre o histórico dela. Foi aí que ele me contou que o Rafa, filho do Pico, dono da concessionária Yamaha de Foz, foi buscar essa moto em Cascavel-PR, em janeiro de 2018. E ainda me mostrou fotos e vídeos que o Rafa fez da moto na época quando estava à venda em Cascavel. Uma das fotos inclusive mostro o odômetro da moto com apenas 2923 km (janeiro de 2018). Isso me trouxe mais confiança em adquirir esta moto.

E essa moto foi anunciada aqui mesmo na cidade, o que me poupou o trabalho de viajar para trazê-la. Mas vamos deixar de papo furado e mostrar algumas fotos desta belezura de máquina.

O escapamento é da marca Akrapovic, do mesmo modelo do usado na BMW S1000 RR.




Aquela "barriga vermelha" da moto é o que a diferencia dos modelos com e sem o freio ABS. Os modelos sem o sistema ABS tem aquela parte inferior da mesma cor do restante da moto.



É isso então galera, alegria total com a máquina, mas com juízo e responsabilidade e sempre lembrando daquele famoso slogan "Potência não é nada sem controle".




terça-feira, 26 de junho de 2018

Futuro destino : Key West - Florida - EUA.

Infelizmente hoje não vou escrever sobre uma viagem de moto que já realizei, mas uma que ainda quero fazer, de Miami para a ilha de Key West, estado da Florida, nos Estados Unidos.

Apesar de ainda não ter feito esta viagem, gostaria de colocar aqui as dicas para aqueles que se interessarem em realizá-la.

Mas porque este destino e não muitos outros que ainda não fiz ? Porquê em recente viagem com minha esposa para Miami, fizemos amizade com um casal de São Paulo, capital, o Luiz e a Siomara, que também são motociclistas e descobrimos com entusiasmo que eles já tinham reservado a moto numa locadora para fazer esta viagem a Key West.

Pra quem ainda não conhece, Key West é a última ilha de uma série de ilhas (Florida Keys) que começam próximo a Miami e que são todas interligadas por grandes pontes e uma só Highway (auto-estrada), a Highway US-1.

Veja no Google Maps abaixo:

De Miami a Key West, 166 milhas ou cerca de 270 kms (Google Maps).

Vista aérea espetacular !!!!!! (retirada da Internet).


Olha o visual de ambos os lados da rodovia !!!!!! (retirada da internet)

Sabendo que os amigos tinham reservado a moto, pedi ao Luiz para acompanhá-lo na retirada da moto na locadora em Miami.

Creio que a locadora de motos mais conhecida por nós brasileiros nos Estados Unidos seja a EagleRider. O Luiz combinou de retirar a moto as 17 e devolver as 17hs do dia seguinte. O plano dele foi sair de Miami por volta das 7 da manhã, almoçar em Key West e retornar à tarde, devolvendo a moto na locadora até as 17 horas do mesmo dia da viagem.

Depois da viagem, o Luiz me relatou que foi meio corrido mas que foi o suficiente para fazer as paradas ao longo do caminho, necessárias para abastecimento, alimentação e fotos. O Luiz alugou uma Honda Gold Wing 1800 e eu acompanhei a entrega da moto. Vejam as fotos abaixo:

O Luiz e a Siomara retirando a moto.

O gerente da EagleRider Sr. Álamo (que fala português) explica ao Luiz o funcionamento da moto.
Eu e o Luiz posando pra foto.

Só pra sentir o gostinho de sentar numa Gold Wing.


Interior da loja EagleRider.

O belo estoque de motos da EagleRider.


Um pouco do estoque da loja, com capacetes de várias marcas, camisetas, jaquetas e diversos acessórios.

De marcas famosas.
Belos capacetes femininos. Este com o preço de $ 119,95 (dólares).

Agora vamos mostrar algumas fotos da viagem que o Luiz e a Siomara fizeram a Key West:







O uso de capacetes na Florida não é obrigatório, MAS, em caso de moto alugada, você precisa usar em função dos seguros incluídos no valor da locação.








Casa do jornalista e escritor norte americano Ernest Hemingway,
que, em 1952, publicou o livro "O velho e o mar", com o qual
ganhou o Prêmio Pulitzer de Ficção em 1953.





Localidade parece bastante agradável e simpática.





A "Havaianas" já está em Key West.



Se você curte viagens de moto e vai a Miami, não deixe de fazer uma cotação para o aluguel de sua moto no site www.eaglerider.com

A viagem para Key West pode ser feita em apenas um dia de locação, deixando o custo dessa viagem  bem razoável.






terça-feira, 19 de junho de 2018

Up-grade na minha "Suzi" VStrom para a SuperTenere 1200 (Nave Azul)

Depois de mais de 5 anos com a minha querida Suzuki VStrom 650 ("Suzi"), ano 2012/2013, resolvi fazer um up-grade para a Yamaha Supertenere 1200 (nave azul).

Suzi VStrom 650
Minha Suzi estava com quase 40 mil kms rodados (tirei zero km) e me levou a muitos lugares maravilhosos, como o Deserto do Atacama no Chile, Termas de Rio Hondo na Argentina (duas vezes), Colônia del Sacramento, Montevidéo e Punta del Este no Uruguai, entre tantos outros, sempre com muita segurança e conforto.

Depois de pesquisar nos sites "Moto.com.br" e "Olx", encontrei uma "Super" de cor azul em Palmas, sul do estado do Paraná. Estava com apenas 11.600 km rodados, ano modelo 2015/2015. Rodagem muito baixa para uma big-trail.
Apesar da distância, cerca de 430 kms, não tive dúvidas, fui lá buscar a motoca e voltei rodando para Foz do Iguaçu-PR. Isso foi em 05 de fevereiro desse ano.

Eis algumas fotos da NAVE AZUL:


Ainda em Pato Branco-PR, num posto de estrada, voltando para Foz
do Iguaçu - PR, após a compra da moto.


A maior "vantagem" dessa moto em relação à VStrom é a transmissão via cardã, ao invés da velha corrente, que demanda manutenção constante.

Depois da compra, já troquei o baú da moto por um maior e instalei o protetor do cárter. Veja na próxima foto.

A moto com o baú traseiro (Top case) da marca Kappa de 52 litros, a grelha de metal instalada em cima do baú e o protetor de cárter de alumínio da marca Givi.

Foto do protetor de cárter da Givi com mais detalhe.
Foto detalhada do baú traseiro e da grelha de metal.

Loja de acessórios de moto em Ciudad del este, no Paraguai.
Os três acessórios citados foram comprados na loja Sport Car acima. Se você está próximo de Foz do Iguaçu-PR, esta loja é uma boa opção.

Além disso, eles tem Whatszap (+595 986 710639). O Marco é o gerente da loja.

Tem também o Whatszap da funcionária da loja Elisa (+595 973 725140).

Vale a pena consultar aos preços da loja. Destaco que não tenho nenhum vínculo com essa loja, que nem mesmo me pediu pra anunciá-los aqui. Faço isso apenas para divulgar aos leitores esta boa opção de compra de acessórios de moto, apesar de estar fora do país.

Depois da compra dessa "super màquina", só falta colocá-la na estrada. Ainda está com apenas 13.700 kms e a próxima viagem de maior distância deverá ser para Termas de Rio Hondo, na Argentina, para ver a corrida de motovelocidade MotoGP 2019.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Viagem de moto a Termas de Rio Hondo - MotoGP Argentina 2017 - De 06/04 a 11/04/2017


Primeiramente, quero pedir, a todos os colegas motociclistas e internautas em geral, as minhas humildes desculpas pela demora em publicar o relato e as fotos dessa viagem que realizamos em abril desse ano. Problemas na renovação da assinatura de hospedagem deste blog com o provedor americano, bem como outros problemas de ordem pessoal foram os motivos, mas que não vem ao caso agora.

Sempre com o intuito de incentivar cada vez mais os colegas motociclistas a se aventurar por esse mundão afora, dias atrás li uma citação que acho que vale a pena mencionar aqui:

"O que é o medo?
O medo é a não aceitação da incerteza.
Se aceitarmos a incerteza, ela se torna aventura !"

Bora aventurar-se então galera !!!

Após o grande sucesso da viagem do ano passado pra assistir à corrida da MotoGP 2016, em Termas de Rio Hondo, na Argentina, resolvi repetir a dose esse ano.

Para acessar o relato e as fotos da nossa viagem de 2016, CLIQUE AQUI.

Desde outubro do ano passado, eu e os colegas Edrian, Jorge, Rafa e Caio vínhamos acompanhando a publicação do calendário oficial com as datas das corridas para essa temporada. E a corrida da Argentina foi realizada em 09 de abril de 2017. O colega Caio já havia assistido a corrida de 2015 e, por problemas particulares acabou não acompanhando a gente nesse ano.

Por outro lado, com a publicação das fotos da corrida de 2016 aqui mesmo neste espaço, o blog teve centenas de acessos de motociclistas de várias partes do Brasil interessados em ver a corrida. Foi uma oportunidade de ver a única corrida de MotoGP realizada na América do Sul e, ao mesmo tempo, fazer uma viagem internacional de moto. Além disso, também uma oportunidade de assistir ao vivo o piloto mais famoso da MotoGP, o italiano Valentino Rossi, ou simplesmente VR46, que hoje pilota uma Yamaha de número 46. E como ele já tem 38 anos, pode ser sua última temporada na MotoGP.

Com a grande quantidade de acessos ao blog para ver o relato e as fotos da corrida de 2016, bem como os inúmeros comentários postados pelos internautas, e por sugestão de um dos colegas motociclistas, criei um grupo no aplicativo Whatszap para a troca de informações, dicas, roteiros de viagem e etc. Mesmo após a corrida desse ano, o grupo ainda persiste visando a corrida de 2018 e quem quiser participar é só fornecer o nome completo, localidade e o telefone com DDD para o meu e-mail "vstromer.miti@gmail.com".

Após a publicação do calendário da corrida, começava de novo a luta para comprar os ingressos pela internet no site oficial do evento, o "www.ticketek.com.ar", com cartão de crédito. E como aconteceu na compra do ingresso para 2016, novamente nosso cartão não foi aceito pelo site argentino. A compra simplesmente não era concluída. E não era problema de insuficiência de saldo ou liberação para compra no exterior. Creio eu que o site argentino não estava liberando ingresso para compra por parte de estrangeiros. Mas não admitiam isso oficialmente. Me comuniquei por e-mail, passei todos os dados do cartão para a compra (com muito receio aliás), mas mesmo assim não deu resultado. Em 2016, eu e o colega Edrian viajamos sem ingresso e acabamos comprando lá mesmo em Termas na loja oficial do evento, sem precisar comprar de cambista com preço muito mais caro.

Por outro lado, tem também várias empresas e agências de turismo no Brasil que vendem o pacote da viagem, incluindo viagem ida e volta, ingresso, hospedagem e eventualmente os traslados.

Mas voltando à questão da compra dos ingressos, ou melhor, da decepção em não conseguir comprar, surgiu uma boa alternativa. Eu já estava programando uma viagem de moto com minha esposa para a Argentina, Uruguai e sul do Brasil na virada do ano e assim podia aproveitar e comprar os ingressos pessoalmente, porquê acabei passando pela capital Buenos Aires, onde havia diversos locais oficiais de venda. Essa viagem com minha esposa, que durou 17 dias, já está publicada aqui no blog, com fotos belíssimas dos locais onde passamos. Clique AQUI para acessar essa viagem.

Foi assim, então, lá no centro de Buenos Aires, num dos locais oficiais de venda, no dia 30 de dezembro de 2016, que comprei os três ingressos, o meu, o do Jorge e do Rafa. Lá, o cartão de crédito passava normalmente. Mas comprei no "cash", só pra não pagar os absurdos 6,38 % de imposto IOF cobrados no cartão de crédito para compras no exterior.

O preço dos ingressos tem uma pequena elevação, em pesos argentinos, à medida que a corrida se aproxima, mas nada exagerado.

Um detalhe que chamou a nossa atenção foi que os ingressos para a tribuna do piloto Valentino Rossi esgotaram-se já por volta do final de novembro de 2016. Assim, fica a dica para 2018. Quem quiser ingresso para a tribuna do VR, antecipe a compra. Já não havia ingressos para a tribuna do VR em 30 de dezembro em Buenos Aires, quando comprei.

Foi com certa surpresa, mas também com grande motivação que recebi os comentários e elogios ao artigo sobre a publicação da viagem de 2016. Tamanha foi a repercussão da matéria que alguns encontros e novas amizades foram concretizadas. E é isso que faz o motociclismo ser assim, tão mágico, envolvente e fator de unificação em torno de uma mesma paixão: nossas amadas motos e o motociclismo.

Como Foz do Iguaçu é rota de passagem para muitas das viagens internacionais para Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile, foi possível receber aqui alguns novos amigos, quando as rotas e datas de viagem coincidiam. Foi o caso dos simpáticos irmãos Antonio e Moacir Muzzi, de Belo Horizonte-MG.

Eu, no meio dos irmãos Antonio e Moacir Muzzi, de Belo Horizonte-MG e mais o casal de amigos Odair e Dádiva, no Capitão Bar, em Foz do Iguaçu, no dia 04/04/2017.
Os irmãos Muzzi ainda continuam presentes no grupo do Whatszap "MotoGP 2018", já visando a viagem para o próximo GP. Como eu segui viagem para Termas apenas no dia 06/04, quinta-feira, não foi possível acompanhá-los na estrada.

Nesse mesmo bar estavam outros viajantes para a MotoGP mas acabamos nos desencontrando.

Outro grupo de amigos que acabamos recebendo em Foz foi do Rio de Janeiro, o Nassim, o Marcondes e o Fernando, os dois últimos de Arraial do Cabo-RJ. E o Odair (Burro Branco) e a Dádiva receberam a todos nós em sua chácara, no dia 05 de abril à noite, véspera da nossa partida.

Na chácara do Odair e da Dádiva, em Foz do Iguaçu, no dia 05 de abril á noite, com os 3 amigos do Rio e mais uma galerinha de bem com a vida.
Para a viagem desse ano, recebemos também em Foz do Iguaçu os amigos Flávio Serra e Reginaldo, de Cachoeiro do Itapemirim - ES. Eles chegaram no dia 05/04, quarta-feira, se não me engano, para seguirmos viagem juntos no dia seguinte, pois não conheciam a rota.

Eu registrei essa foto dos amigos Flávio Serra e Reginaldo, o Rafael, o Edrian e o Jorge (da esquerda pra direita).
O Rafael, o Edrian e o Jorge ficaram aguardando na aduana brasileira da Ponte Tancredo Neves - PTN, divisa com a Argentina, enquanto eu fui buscar o Flávio e o Reginaldo no Hotel Ibis, no centro de Foz pela manhã do dia 06 de abril, quinta-feira, para então, pegarmos a estrada. Ainda na fila da aduana argentina para fazermos a imigração, ao comentarmos dos ingressos, o Jorge lembrou-se que tinha esquecido o ingresso em casa. Passamos a aduana e ficamos aguardando o Jorge chegar.

O bizonho do Jorge, juntando-se a nós já do lado argentino, logo depois da aduana, agora feliz por ter lembrado de pegar o ingresso a tempo e puto conosco, que não perdemos a oportunidade da piada.
Abaixo um resuminho da viagem:

Pilotos/Motos: Alexandre Mitiura (Suzuki VStrom 650) ; Edrian (Suzuki GSX-R 1000 SRAD): Rafael (BMW GS 800) ; Jorge (Yamaha Supertenere 1200) ; Reginaldo (Ducati Diavel 1200) ; Flávio (BMW GS 1200).

Destino: Termas de Rio Hondo - Província de Santiago del Estero - Argentina.
Distância total percorrida: 2.880 km, ida e volta (incluindo os deslocamentos no destino)
País(es): Argentina.
Período: 06/04 a 11/04/2017 (quinta a terça).

O roteiro de 2017 foi o mesmo da viagem de 2016. Veja pelo Google Maps:

(clique no mapa para ampliar)




Como em 2016, para percorrer os 1340 km de Foz a Termas, dividimos a viagem em dois dias, sendo que no primeiro dia seguimos e pernoitamos em Resistência (Argentina), distante cerca de 645 km de Foz. Viagem tranquila e tempo bom, sem chuva. Acabamos encontrando na estrada os amigos Marconde, Fernando e Nassim. No segundo dia, sexta-feira, após mais 680 km, chegamos a Termas de Rio Hondo.

Já estamos na estrada. Parada para abastecimento, banheiro, alimentação. Rafa e Jorge na foto.

Uma dica: os postos da bandeira Shell nesse rota tem uma ótima estrutura, com conexão de internet wi-fi, ar condicionado, gasolina confiável, bom banheiro e uma boa lanchonete

Mais uma parada para abastecimento. Da esquerda pra direita, o Rafa, o Jorge, o Edrian, eu e o Reginaldo. O Flávio Serra batendo a foto.
Em Resistência, já é a terceira ou quarta vez que nos hospedamos no Hotel Diamante, fazendo a reserva pelo Booking.com. É um hotel de classe econômica, mas com garagem coberta para as motos, bom atendimento, ar condicionado, ótima conexão wi-fi e um café da manhã excelente para os padrões argentinos. Assim, recomendo a reserva nesse hotel.


Chegando no Hotel Diamante, em Resistência / Argentina.

O amigo Marconde de GS 800 com correia dentada e, mais atrás o amigo Fernando, de GS 1200.

Uma bela foto, que conseguiu reunir os nove amigos que estavam na estrada. Flávio Serra e Reginaldo de Cachoeiro do Itapemirim, Marconde, Fernando e Nassim do Rio de Janeiro, Jorge, Rafa, Edrian e eu (Miti) de Foz.

Eu, Jorge, Nassim e o Rafa.


Nessa região do norte da Argentina, as crianças veneram os pilotos que por ali passam, talvez porquê aquela região recebe os pilotos do Rally Dakar (antigo Rally Paris-Dakar). Aí, quando a gente aparece com motos grandes e todo equipado, as crianças acham que somos famosos e chegam com papel e caneta para pegar o seu autógrafo. Dá para curtir alguns minutos de fama.



      A placa logo à frente já indica Santiago del Estero, a capital da província, Tucuman e Catamarca.


     Algumas estradas argentinas sem acostamento, mas com piso bom, sem buracos. Com os amigos Rafa e Jorge, mais à frente.

Chegando em Termas. Ainda bem que o amigo Jorge parou pra registrar a foto.
O Jorge fazendo a alegria da criançada já em Termas.

Só pra vocês terem uma ideia do tamanho do quarto para quatro pessoas, onde ficamos nesta Pousada.

Na Internet, as fotos pareciam de um lugar magnífico, mas ao vivo, a coisa foi bem diferente. Esta Pousada Costa del Sol não recomendo. Conexão de internet horrível. Ar condicionado não dava conta. Não tinha estacionamento privado ou coberto. As motos ficaram todas na calçada. Como pegamos tempo bom sem chuva em todos os dias, não tivemos grandes problemas. A cidade toda ficou repleta de motos por todos os lados.

    Já em Termas, no dia 07/04/17 à noite, curtindo a pracinha central da cidade com os amigos.


Na fila do posto em Termas, veja a placa com os preços dos combustíveis. A gasolina (nafta) que mais usamos é a mais barata, a "SUPER" (a primeira da placa), que custava 20,60 pesos, ou cerca de R$ 4,12, um pouco mais cara que no Brasil.

No autódromo, sábado, 08 de abril, véspera da corrida, assistindo aos treinos classificatórios.

Na tribuna do Marc Marquez, porquê na tribuna do Valentino Rossi, onde queríamos, não tinha mais ingressos. Tempo fechado e com um vento gelado.

Não podia perder uma foto com as promoters do evento.
No intervalo entre as corridas das três categorias (Moto3, Moto2 e MotoGP), e dentro do espaço do evento, você pode fazer um lanchinho de bife de chorizo a 130 pesos, ou cerca de 26 reais.

Rio Hondo ao fundo.

Prontos pra largada.
Primeira curva após a largada bem na nossa frente.
Foto do telão bem na frente da nossa Tribuna.
O Jorge conseguiu esse "zoom" do nosso piloto favorito, o véinho VR46 saindo pra pista.
Outro "zoom" que o Jorge conseguiu na segunda curva.
Pra você entender a distribuição das tribunas no autódromo, é assim: a tribuna mais próxima da construção vermelha dos boxes, com bandeiras amarelas é a tribuna do "Doutor" VR46. Em seguida vem a tribuna da Ducati, com bandeiras vermelhas. E bem de frente à curva tem a tribuna do Marc Marquez, onde estamos. A tribuna do VR46, por ficar próxima ao prédio dos boxes, não sei se tem ampla visão da largada !!!?? 

Na entrada do evento, eles controlam a entrada de comida e bebida, mas não revistam as mochilas muito bem não. Então, se você levar, lá no fundo de uma pequena mochila, umas 2 garrafinhas de água, barras de cereal e etc, caso queira, dá pra passar. Porquê dentro do parque do evento, as coisas são bem caras.

Em frente à loja onde vende produtos específicos do evento. Compramos bonés e camisetas.

Olha a beleza de máquina que estava lá dentro do evento.


Essa panorâmica 360 graus ficou pequena, mas bem legal.

Na maioria dos pedágios da Argentina, motos não pagam. Veja a plaquinha adiante. E quase não há espaço para se passar pelo corredor. Quem está com baús laterais, tem que tomar cuidado e passar devagar.
Ponte estaiada que liga Corrientes a Resistência, na Argentina. Muito bonita.

Olha a avenida beira rio à direita, com uma prainha bem legal. Já passei várias vezes por essa ponte, mas um dia ainda vou parar na prainha pra tomar uma com a galera.
Foto em Resistência, já no caminho de volta, e vestindo os bonés e camisetas azuis que compramos lá no evento.
Na corrida de 2016, eu, como "suzukeiro" de carteirinha, torci para o Maverick Vinales que corria de Suzuki, mas ele caiu a três voltas do final da corrida.

Na corrida de 2017, o Maverick Vinales ganhou a corrida, mas agora correndo de Yamaha. A Suzuki melhor colocada foi do Andrea Ianone, que chegou em 16. Paciência.

Deu dobradinha da Yamaha no GP da Argentina, com o Vinales em primeiro e o Rossi em segundo. O Marc Marquez caiu. As KTM estrearam esse ano como equipe de fábrica, mas ficaram em 14 e 15. Para um ano de estréia, não estão indo mal.

Quer tiver dúvidas ou precisar de alguma dica ou informação sobre a viagem, pode postar aqui.

A volta para Foz do Iguaçu nos dias 10 e 11 de abril transcorreu sem problemas, com tempo bom

Mais uma viagem de moto realizada com sucesso e sem problemas ou acidentes, graças à proteção Dele.

Abração a todos.